quarta-feira, 23 de setembro de 2009

CAMPEONATO MUNDIAL.

História
Origens
A história do Campeonato Mundial remonta aos primórdios da voleibol como um esporte profissional de alto nível. Uma das principais motivações para a criação da
FIVB em 1947 foi a necessidade de fundar uma instituição capaz de organizar torneios que envolvessem times de diversos continentes. A primeira medida concreta neste sentido foi tomada já dois anos mais tarde, com o estabelecimento da primeira edição desta competição, ainda restrita à Europa e contando apenas com times masculinos.
Em
1952, foram incluídos times asiáticos e uma versão feminina do torneio, que passou a ser disputado em ciclos de quatro anos. Na edição seguinte, já participavam igualmente equipes dos três continentes americanos.
Em
1964, o voleibol foi incorporado ao programa dos Jogos Olímpicos. Para evitar coincidência de datas, os ciclos do Campeonato Mundial foram atrasados em dois anos após a quarta edição (1960), passando a alternar-se com as Olimpíadas. A partir de 1970, times da África já disputavam o torneio, atingindo-se assim o objetivo original de ter representantes das cinco confederações continentais envolvidos nas disputas.
O número de participantes do torneio mudou diversas vezes ao longo dos anos. Acompanhando o crescimento de popularidade do voleibol em escala mundial, ele aumentou em passo constante até superar a marca das vinte equipes na
década de 1970 e em parte da década de 1980, foi reduzido então para apenas dezesseis na década de 1990, sendo em seguida finalmente fixado em vinte e quatro, a partir de 2002. Dentre as competições organizadas pela FIVB, o Campeonato Mundial é hoje a mais abrangente, e possivelmente a segunda mais importante, sendo superada em prestígio apenas pelo Torneio Olímpico de Voleibol.
Até
1974, a nação sede organizava as duas modalidades do torneio, tanto a masculina quanto a feminina - com uma única exceção em 1966/1967, quando os eventos ocorreram em anos diferentes. A partir da década de 1980, esta prática caiu em desuso. Nos últimos anos, todavia, ela voltou a ser observada quando a competição foi realizada no Japão, o que ocorreu em 1998 e 2006.

Resultados (masculino)
A história do Campeonato Mundial mostra claramente como o voleibol foi um esporte originalmente dominado por times
europeus.
As primeiras duas edições do torneio foram vencidas pela
União Soviética. Após chegar duas vezes sem sucesso à final, a antiga Checoslováquia conquistou finalmente o ouro em 1956. Seguiram-se mais duas vitórias para os soviéticos, em ambos os casos sobre os checos, que obtiveram então em 1966 o seu segundo título na competição.
Em
1970, a Alemanha Oriental bateu a Bulgária nas finais e obteve o seu primeiro e único Campeonato Mundial. Na edição seguinte, a União Soviética ameaçou reassumir o lugar mais alto do pódio, mas terminou derrotada pela Polônia nas finais. Os soviéticos, todavia, confirmaram a sua liderança vencendo, pela terceira vez, duas edições consecutivas do torneio.
Em
1986, teve lugar o primeiro confronto relevante entre os Estados Unidos e a União Soviética após os boicotes olímpicos de 1980 e 1984. Como seria o caso dois anos mais tarde, nas Olimpíadas de Seoul, o resultado final favoreceu os americanos. A Itália dominou completamente o torneio na década de 1990, vencendo todas as três edições que ocorreram nesta década (1990, 1994, 1998).
Já no início do
século XXI, o Brasil torna-se o maior expoente do voleibol mundial. Em 2002, os brasileiros retornaram à Argentina para reclamar o ouro que haviam perdido vinte anos antes como vice-campeões de 1982. Defensor do título, mostrou força no torneio seguinte em 2006 e conquistou o bicampeonato sobre a Polônia.
Até hoje, foram disputadas dezesseis edições do Campeonato Mundial: treze foram vencidas por times europeus (
URSS, 6; Itália, 3; Checoslováquia, 2; Polônia e Alemanha Oriental, 1 cada), e apenas três por times americanos (Brasil duas vezes e Estados Unidos uma).

Resultados (feminino)
Se os títulos do Campeonato Mundial feminino foram divididos de forma relativamente equilibrada entre
Ásia, Europa e América, o mesmo não se pode dizer com relação às próprias equipes: exceto pelo título - para muitos, inesperado - da Itália em 2002, os únicos campeões do torneio até hoje foram Rússia (ex-União Soviética), Japão, China e Cuba.
As soviéticas começaram já com uma marca impressionante, vencendo as três primeiras edições da competição:
1952, 1956, 1960. Em vias de aumentar o recorde para quatro, visto que as finais de 1962 seriam disputadas em Moscou, elas foram surpreendidas pelo Japão, que fora vice campeão na edição anterior. As japonesas repetiriam o feito em 1967, quando a União Soviética não participou da disputa.
Os times se reencontraram nas finais de 1970, e desta vez prevaleceram as soviéticas. O Japão, entretanto, vingou-se na edição seguinte, batendo a União Soviética em sets diretos e obtendo seu terceiro título na competição. Como sinal precoce de um deslocamento de forças que só viria a ocorrer efetivamente dez anos mais tarde, o jovem time cubano deixou para trás os dois tradicionais adversários e obteve o primeiro título internacional de relevo jamais conquistado por uma equipe americana em um torneio de voleibol.
Na primeira metade da
década de 1980, uma nova força despontou na Ásia: sob a liderança da atacante Lang Ping, a China deixou sua marca na história do voleibol vencendo duas edições consecutivas do Campeonato Mundial (1982 e 1986). Elas chegaram às finais também em 1990, mas foram superadas pela União Soviética em sua última participação do torneio.
O título de Cuba em
1978 finalmente deu frutos na década de 1990, quando o estilo agressivo de jogadoras tais como Regla Torres, Mireya Luis e Regla Bell virtualmente dominou o cenário do voleibol mundial. As caribenhas venceram as edições de 1994 e 1998 do Campeonato Mundial, batendo de novatos promissores como o Brasil a adversários mais tradicionais, tais como a China e a Rússia.
Apesar de ter sido apontada como a grande favorita para o título, a China perdeu na edição de
2002 as semifinais para a Itália, que terminaria sagrando-se pela primeira vez campeã do torneio.
Em
2006 as duas equipes consideradas favoritas para decidir o título acabaram por se confirmar as previsões. Rússia e Brasil disputaram a grande final e, em um jogo muito equilibrado, as russas sagraram-se campeãs pela sexta vez. Porém o grande destaque do campeonato foi Sérvia e Montenegro, equipe que até então nunca havia se destacado no voleibol feminino, conquistando o terceiro lugar.

[editar] Formato da competição
O formato do Campeonato Mundial tem sido constantemente adaptado para ajustar-se ao número de participantes do torneio. Algumas das regras que são usualmente praticadas incluem:
Cada modalidade (masculino e feminino) contempla um total de 24 equipes participantes.
O processo de qualificação para o Campeonato Mundial é longo e difícil, estendendo-se por quase dois anos.
Os times que sediam o evento e os campeões da última edição estão automaticamente pré-qualificados.
O total de vagas concedido a cada confederação continental é determinado pela FIVB: a
Europa costuma ter o maior número, a África e a América do Sul o menor.
Para participar do Campeonato Mundial, cada equipe deve classificar-se em uma série de torneios qualificatórios, dependendo de sua posição no
Ranking Mundial da FIVB. Times mal posicionados podem ter de disputar até três torneios desta natureza para assegurarem uma vaga; times bem posicionados usualmente disputam apenas um.
A competição é dividida em pelo menos duas fases: uma preliminar e uma final. Conforme o número de equipes, pode ser necessário disputar igualmente uma ou mais fases intermediárias.
Na fase preliminar, os times são organizados em chaves. Cada time realiza uma partida contra todos os outros times em sua chave.
Quando todas as partidas da fase preliminar foram disputadas, os n melhores times em cada chave qualificam-se para a(s) fase(s) seguinte(s), e o restante deixa a competição. O valor de n depende do número de times participantes e do formato que será adotado nas finais.
A FIVB já empregou diversos formatos diferentes para as finais. Há alguns anos, parece haver consenso de que pelo menos as semifinais e as finais devem ser disputadas em cruzamento olímpico.
Para as quartas-de-final, emprega-se usualmente uma de duas soluções: ou repete-se o modelo da preliminar, em que os times são organizados em chaves e jogam todos contra todos; ou adota-se o confronto direto por cruzamento olímpico. Neste caso, podem ser necessárias rodadas intermediárias adicionais para reduzir o número de equipes para oito.
As regras para a convocação de atletas são bastante rígidas. Cada time só pode indicar doze atletas, e trocas fora dos prazos legais não são permitidas nem mesmo no caso de acidentes

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http://pt.wikipedia.org/wiki/Campeonato_Mundial_de_Voleibol

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